
19hPermanent Vacation. Jim Jarmusch (1980. 75 min.)

22h30Yong Yong (PT)

23hTropa Macaca (PT)
Sábado, 5 Novembro

16h30New York Stories: Life Lessons. Martin Scorsese (1989. 40 min.)

17h15Downtown 81. Edo Bertoglio (1981. 75 min.)

22hMarcia Bassett (US) e Margarida Garcia (PT)

22h40O Carro de Fogo de Sei Miguel (PT)

23h30Astral Social Club (UK)
E como prelúdio, Alexandre Estrela apresenta:
Makimono. Werner Nekes (1974. 16mm, cor Iso, 38min. Som por Anthony
Moore)
Domingo, 6 Novembro

16h30Shadows. John Cassavettes (1959. 87 min.)
Permanent Vacation. Jim Jarmusch (1980. 75 min.)
Sexta, 4 Novembro, 19h
Na sua primeira longa-metragem, Jim Jarmusch coloca as ruas abandonadas de uma Nova Iorque à mercê do imaginário de Chris Parker, jovem personagem em permanente estado de fuga de uma realidade presente. Mas se as suas “férias permanentes” revelam, por um lado, um constante estado de criação e de relevo sobre os motivos da sua personagem, existe, por outro, um estado de “impermanência” e alienação da densa e habitada cidade dos seus planos iniciais, estranha ao tempo de criação da mente de Chris. A busca de uma correspondência pessoal – ou a possível existência do seu estado artístico –
é assombrada pelo tom do seu ídolo Charlie Parker, assim como outras personificações musicais, literárias e teatrais que se cruzam no seu caminho.FV
bauhaus, 2009–2011
Sexta, 4 Novembro, 22h
Escultura sonora de Alexandre Estrela, com participação de Neil Campbell.
Madeira metal, projecção de vídeo 4:3, som stereo, dimensões e duração variáveis.
Yong Yong (PT)
Sexta, 4 Novembro, 22h30
Rodolfo Brito e Francisco Silva (yong yong)
Prova dos insondáveis caminhos da procrastinação, produtores de raros efeitos de alienação do corpo do tempo real e movimentos de oscilação difusa, electrónica-de-quarto adictiva e extasiante, são sinal dos tempos para acompanhar atentamente no seu segundo concerto da história, depois da promissora estreia no Lounge.
Myspace / Soundcloud / Sticks and bones may brake my stones
Tropa Macaca (PT)
Sexta, 4 Novembro, 23h
Joana da Conceição (electrónica)
Tropa Macaca (d. Santo Tirso, 2004) é universo de conspiração de dois mundos singulares, o da artista Joana da Conceição e o de André Abel, hoje sobretudo conhecido como uma das faces dos Aquaparque.
Os meios dissipam-se até à irrelevância nas manifestações anímicas da música de dança esqueletal arrítmica que toma os orgãos de assalto, uma paleta, definida mas em exposição total, de ondulações e distorções de guitarra e loops pulsantes de electrónica para composição de um funk quebrado e urgente.
O regresso aos palcos do preparado inebriante depois de uma demasiada longa paragem por incursões em terra-das-oportunidades (Brasil).
Site / Myspace / Entrevista Mana recordings / Entrevista Bodyspace
New York Stories: Life Lessons. Martin Scorsese (1989. 40 min.)
Sábado, 5 Novembro, 16h30
Primeira parte de New York Stories, um filme em três episódios por três realizadores, Life Lessons de Scorsese lida com um dos temas recorrentes do seu cinema – a obsessão –, sobre os motivos que compõem a vertigem do seu olhar – a fricção que existe entre os impulsos criativos de um artista e as pulsões pessoais que este carrega dentro da arte, da música e das suas relações, num código de conduta que parece existir em fronteira com a sua própria corrupção.FV
Downtown 81. Edo Bertoglio (1981. 75 min.)
Sábado, 5 Novembro, 17h15
Em Downtown 81, Jean-Michel Basquiat ficcionaliza a sua própria existência enquanto artista em Nova Iorque e as urgentes necessidades que a sua matéria de vida inspiram, numa obra que forma um cruzamento de escalas entre as diversas formas e expressões artísticas do seu universo.FV
Marcia Bassett (US) e Margarida Garcia (PT)
Sábado, 5 Novembro, 22h
Margarida Garcia (contrabaixo eléctrico)
Apresentação do mais recente trabalho de Margarida Garcia, improvisadora singular com uma longa lista de colaborações (Curia, Loren Connors, Chris Corsano); e Marcia Bassett, parte da geneologia fundadora dos lendários do drone de Filadéfia, Double Leopards, e outros da cena noise underground (Hotogishu, Zaimph).
Juntas escavam vales profundos de som escuro, explosões calibradas em arco a atravessar massivos de lamento, por vezes, estelar, mas quase sempre de uma tectónica austera e iminente. Cristalização rara em forma de LP, The Well, editado pela Headlights de Manuel Mota, 2010.
Imperdível aparição.
Marcia Bassett / Margarida Garcia / The Well

Marta Pina
O Carro de Fogo de Sei Miguel (PT)
Sábado, 5 Novembro, 22h40
Pedro Gomes (guitarra)
Rafael Toral (oscilador)
André Gonçalves (sintetizador)
John Klima (baixo)
César Burago (percussão)
Luís Desirat (bateria)
No amplo universo desta música encontramos, a existir em total harmonia, blocos de groove estratosférico, paisagens concretistas, polirritmia hipnótica, o acústico, o eléctrico e o electrónico, numa fusão que resulta em uma nova música, ainda por nomear – uma música que existe depois do jazz, do rock e da composição moderna, em diálogo aberto com o mundo e os seus tempos.
Nas palavras do Sei:
É a terceira apresentação de sempre, para sempre, da melhor banda do séc. XXII.
Entrevista RDB / Entrevista Bodyspace

Astral Social Club (UK)
Sábado, 5 Novembro, 23h30
Neil Campbell (electrónica)
E como prelúdio, Alexandre Estrela apresenta:
Makimono
Werner Nekes (1974. 16mm, cor Iso, 38 min. Som por Anthony Moore)
Veterano do drone/noise britânico, com actividade emergente desde metade/fim dos anos 90 com os colectivos The A band e Vibracathedral Orchestra, desde 2006 que, sob o estandarte Astral Social Club, reúne um conjunto sonoro particularmente plural e quase-caótico: ambientes espessos de harmonias eufóricas, drones distorcidos, ondas de psicadelismo electrificado e destroços sustenidos efervescentes; abstracções brutas e ascensão extática como fins.
Ou música primitiva do séc. XXI, de elevação flamejante para sistemas nervosos complexos.
stress-every-beat, isso resume basicamente Astral Social Club.
Site / Entrevista Perfect sound forever / Neil in his own words, vhf records / ASC at Catch Werner Nekes / Oporto
Shadows. John Cassavetes (1959. 87 min.)
Domingo, 6 Novembro, 16h30
O primeiro filme de Cassavetes veio mudar as regras da instituída gramática do cinema norte-americano, expressão de uma nova vaga que veria também, nos países europeus, uma nova expressão artística para a ficcionalização das vidas através das imagens em movimento. Em Shadows, Cassavetes pega na cortante inspiração rítmica do jazz – e dos seus ambientes na cidade de Nova Iorque – para ultrapassar a mera ilustração cinematográfica da vida e impôr, desta forma, a mais honesta reprodução dos seus rostos e emoções, juntando personagens em busca de um sentimento uno e perfeito que corresponda aos anseios de um novo desejo de amor, mas que esbarra, ao contrário de uma alimentada imagem da arte, no confronto com as desilusões e inconsequências emocionais das suas relações.FV








